As beldades do século XIX

Mal tinham inventado a fotografia e os nus já eram alvos das maravilhosas “engenhocas” desenvolvidas pelos inspirados fotógrafos e inventores do século XIX. Graças a eles, hoje podemos apreciar através de seus registros, a beleza de um tempo distante com a certeza de que suas fotografias mesmo a dois séculos da realidade digital é um registro de um momento real e histórico.



Os nus fotográficos, porém, teve seus antecessores, não é um comportamento que nasceu com a fotografia, apenas passaram a fazer parte das imagens feitas pela nova “tecnologia” aplicada na reprodução da realidade, deixando de ser exclusividade de artistas que com o pincel e tinta ou, martelo e talhadeira, reproduzia com grande talento a anatomia de suas musas inspiradoras. Das telas e esculturas para a técnica fotográfica revolucionária, chamada na época de “daguerreótipo” foi um “pulinho” só. E quanta diferença fez esse pulo! Hoje é possível apreciar a beleza “farturenta” das mulheres que tiraram suas roupas para a novidade que a elas foi apresentada, e apartir dessa observação constatar a importância da invenção e de uma atitude. As imagens revelam mais que curvas e formas femininas, elas mostram um tempo em que as mulheres a séculos dos bisturis dos famosos e ricos cirurgiões plásticos, e outros milagrosos produtos da “indústria da beleza”, se viam como tinham que ver. Longe das influências de uma indústria faminta, os nus que se espunham naquele tempo mostravam a beleza “livre”, e podia ser apreciada de forma ainda subjetiva, sem se preocupar com a medida exata especificada por um padrão.
Para Kant, gosto “é a faculdade de julgar o belo”, e sendo assim, todos que tinham acesso a estas imagens podia apreciá-las usando livremente sua faculdade para julgar a beleza a mostra. Claro que, qualquer imagem desperta a observação nos mais diferentes níveis, e se fala aqui, do único julgamento que permite um indivíduo a enxergar a beleza de verdade, o julgamento desinteressado, aquele que qualquer pessoa pode fazer da mesma forma, seja olhando um “nu” numa fotografia real, ou o mais ilusório e alussinante dos fractais.
Naquele tempo, nos primordios da fotografia o gosto enfluenciava o belo ou o belo enfluenciava o gosto? A resposta para tal questão requer uma longa e penosa viagem pelos oceanos remotos e bravíos da literatura filosófica, ou quem sabe, ainda está a depender de uma conecção de neurônios no cérebro de algum filósofo perdido no tempo. De fato mesmo, só as imagens que testemunham a atitude de beldades de décadas distantes, cujo os nomes se perderam com o passar dos anos. Essas belas e corajosas mulheres fizeram muito mais que se despir para os olhos do seu tempo, elas se despiram para os olhos da história.









2 comentários:

Anônimo disse...

Belas imagens! São mesmo mulheres muito corajosas, tirar a roupa naquele tempo não devia ser fácil

Silvinha Guimarães disse...

Silvia Helena Guimarães - Históriadora e Escritora.

Parabéns! Lindas fotografias que são o registro da História.

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