Um elevador para o céu

Você entra em um elevador escolhe um botão com um número para onde quer ir, aperta esse botão e pronto, a máquina te deixa em seu destino. Nos grandes edifícios das cidades de hoje isso não é novidade, fazemos esse sobe e desce várias vezes por dia para chegar aos nossos apartamentos, salas de escritórios e tantos outros lugares nos espaços empilhados pelos centros urbanos, mas o elevador mencionado aqui vai te levar para muito além do último apartamento do seu prédio. Ele poderá te deixar no espaço.



Estamos falando de um elevador diferente, uma gigantesca estrutura que serve de trilhos para se elevar cargas e pessoas até as estações espaciais, ou às enormes cápsulas, que funcionam como apartamentos estacionados ao longo dos cabos que sustentam a estrutura. Lá as pessoas podem passar férias, fazer tratamentos, trabalhar, ou se preferir pode até residir por lá definitivamente. Esse é o mundo ao qual se tem acesso através do “elevador espacial”. Na ficção ele já é realidade, e é assim que funciona, na realidade, pode demorar muito, ou até mesmo, ser para sempre uma ficção.
A ideia nascida no mundo científico se torna possível no imaginário mundo do autor Arthur Clarke, que utilizou o conceito de elevador espacial em algumas de suas obras. O conceito, porém, desde que nasceu perambula entre o fantástico reino da literatura onde tudo pode se tornar possível, e a dura realidade do mundo das ciências, onde cálculos, formulas e experimentos em muitos casos não é o bastante para tornar um sonho real.



A viabilidade do fascinante projeto, tem sido alvo de vários estudos. A ideia aparentemente simples para substituir os foguetes chamou a atenção da Nasa, que vê nele um meio bem mais barato de enviar pessoas e cargas ao espaço. O estudo promovido pela agência americana, para verificar a disponibilidade das tecnologias necessárias para a construção do projeto constatou que no momento a humanidade não dispõe de todo o conhecimento tecnológico que o elevador demanda. As simulações em computadores, porém não condenou a ideia, pois não encontrou nenhuma dificuldade que o qualificasse como improvável para o futuro. Várias das tecnologias que precisamos dominar para tornar mais próxima a sua realização ainda não estão disponíveis, mas já estão a caminho. Um dos problemas hoje seria a resistência dos materiais usados na confecção da estrutura. Um feixe de cabos que se estenderia universo a dentro por cerca de 100 mil quilômetros demandaria uma resistência incrível, pois se manteria teoricamente esticado pela força centrífuga. Hoje não se conhecem materias que suportasse essa força, mas os entusiastas do elevador citam os “nanotubos”, como a solução para esse problema para um futuro próximo. Os nanotubos de carbono são o resultado de uma pesquisa do japonês Sumio Iijima. E em razão da extrema resistência desses minúsculos canos de carbono eles passaram a ser visto como a solução plausível para a falta de resistência dos materias de hoje. Contudo, os nanocarbonos, são ainda de difícil produção, os maiores já produzidos não passam de alguns milímetros, portanto bem longe de chegar ao comprimento exigido pelo projeto, sem falar em outras limitações ainda não resolvidas. Isso tem feito alguns cientistas afirmarem que hoje os nanotubos de carbonos não passam de promessa. Mas, outras pesquisas recentes de uma combinação de nanotubos, dividem os pesquisadores, os quais afirmam que essa nova pesquisa mostra a possibilidade de produzir os nanotubos combinados em dimensões apropriadas.



No entanto o que parte da comunidade científica vê como a grande dificuldade, capaz até de inviabilizar o projeto é a falta de estabilidade dos cabos. Uma das publicações científica que teve a frente o Dr. Perek, afirma que as vibrações a que o cabo estaria sujeito seriam tão grandes que, seria necessário colocar foguetes em vários pontos de sua extensão para estabilizá-lo.
Os entraves apresentadas pelos cálculos do Dr. Perek, em seu trabalho, ainda não são definitivos. As manifestações contrárias as suas teorias vem de muitos cientistas, os quais certamente publicarão artigos para defender suas posições em relação ao assunto. Por enquanto ficamos apenas com as belas concepções artísticas do que um dia poderá ser a grande obra feita pelo homem. Mas, dois fatos, no entanto, se apresentam de forma bastante clara: o elevador espacial é mesmo um projeto fascinante, que continuará desafiando a capacidade humana de realizar por muitos anos, e sobre as possibilidades de construir ou não o elevador, prevalece a falta de consenso entre os estudiosos, o que pelo menos por enquanto, nos permite olhar para o alto e continuar sonhando com o tempo em que para chegarmos ao céu, bastará entrar no elevador e apertar o botão “sobe”.







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