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Um gigante em Nova York

Em 22 de janeiro de 1930 começou a surgir do chão, um edifício que dominaria por muito tempo o céu de New York.



Os 102 andares da torre Art Deco em Midtown Manhattan, conhecida como o Empire State Building foi o arranha-céu mais alto do mundo desde a sua conclusão, até o nascimento de outra grande obra de engenharia, o World Trade Center em 1972 (atingido por aviões nos ataques de 11 de setembro de 2001). Outros projetos fantásticos foram sendo erguidos, e o grande edifício foi perdendo lugar no pódio dos mais altos do planeta. Porém o produto do trabalho de 3.400 homens, não brilha só por causa das suas centenas de metros de altura, mas sim por ter garantido lugar na história. Seus números, seu desenho e a conclusão em apenas 410 dias, até hoje são visto como impressionantes, considerando as dimensões da obra e a época da sua realização. Os 102 andares e 1.454 metros de altura levaram cerca de 7.000.000 horas / homem para ser concluído, foram consumidas 57.000 toneladas de aço no seu esqueleto, cerca de 17 milhões de metros de fio de telefone colocados na tubulação do prédio, em horários de pico, havia 3.400 trabalhadores ao mesmo tempo, foram assentadas, 6.500 janelas, gastou 10 milhões de tijolos e 200.000 pés-cúbicos de calcário Indiano. Tudo colocado peça a peça por uma multidão de homens que trabalhavam orgulhosos por fazer parte de um dos maiores projetos de construção que se tinha notícia.


Naquele tempo normas de segurança no trabalho passava longe dos canteiros de obras, capacetes, botas, cintos de segurança, eram coisas do futuro. As fotografias feitas na época em que se realizava a construção documentou a obra, registrou cenas que mostram pessoas pendurados em cabos ou se equilibrando em vigas a centenas de metros de altura, sem nenhum tipo de proteção. Era assim, de forma corajosa que esses operários desempenhavam suas funções. Mas, apesar dos rumores de centenas de homens morrendo no local de trabalho distribuído durante a época de sua construção, foram registradas oficialmente apenas cinco mortes: um trabalhador foi atropelado por um caminhão, um segundo caiu em um poço do elevador e um terceiro foi atingido por um guindaste; o quarto que estava em uma área da explosão, e um quinto que caiu de um andaime. Passados em fim os 410 dias, a magnífica construção fica pronta. Porém, pré-destinado a fazer parte da história daquele país, sua inauguração em 01 de maio de 1931, parece marcar o fim a um ciclo glorioso para o povo americano. Com a econômica já sufocada pelo abraço traiçoeiro da Grande Depressão que iniciara 3 anos antes, o maior complexo de escritórios Já visto, começou a luta para encontrar locatários para suas salas. Algumas fontes afirmam que só depois de 20 anos da sua inauguração, ele passou a gerar lucros para seus empreendedores. Porém, até hoje quem passa pela intersecção da Fifth Avenue e West 34th Street pode olhar para cima e admirar a beleza de uma das grandes obras do passado.



A maioria dos homens que trabalhavam na construção eram europeus. Eles se juntaram a centenas de trabalhadores Mohawk, muitos de uma reserva, perto de Montreal.

















Trabalhador parafuza uma viga de aço no topo do mastro de amarração. O prédio é atingido por raios cerca de 100 vezes por ano.




Fotos: Lewis Hine
Fontes: 1 - 2 - 3

Dubai a cidade futuristica do oriente médio

Só existe uma cidade no mundo em que há possibilidade dos devaneios arquitetônicos como, Burj Al Arab, Palm Jumeirah, Anara Tower se tornarem parte de um cenário real, esse lugar é Dubai. Localizada ao longo da costa sul do Golfo Pérsico, Dubai faz parte dos Emirados Árabes Unidos (EAU) e com aproximadamente 2,2 milhões de habitantes vem cada vez mais se firmando como o mais destacado centro ubano dos Emirados.

A avenida Sheikh Zayed com seus prédios futuristas. Foto: divulgação

Os grandes investimentos na tranformação urbana da cidade da a ela um aspecto futurístico. Os edifícios que se erguem nos canteiros de obras, se elevam a alturas fantásticas, competindo pela título de “mais alto do mundo”. Com desenhos inacreditáveis surgem ilhas artificias, grandes centros de lazer, hoteis de luxo, e a cidade se estende na beira das águas azuis do Golfo com muita elegância e beleza. A modernidade no entanto não eliminou a tradição, o bairro Bastakia é exemplo de uma das regiões da cidade que conserva antigos hábitos e arquiteturas de tempos em que o povo do lugar nem sonhava com tamanha prosperidade. Uma das fontes de tanta riqueza surgiu em 1969 quando descobriram petróleo na região, dois anos depois reuniram os Emirados, e formaram uma das regiões mais próspera do Oriente médio. Porém, algumas fontes afirmam que apenas cerca de 7% das riquezas de Dubai se originam nos campos de Petróleo, ao contrário dos outros emirados, a maior parte vem do turismo e das atividades do porto de Jebel Ali. Mas independente da origem dos recursos, Dubai é mesmo uma cidade fantástica, os prédios quase tocam as nuvens, os hotéis que esbanjam luxo, parques que tem o dobro do Disney World, (aquele mesmo de Orlando nos EUA), pista de ski no gelo onde a temperatura é de -2 ºC fabricando neve em pleno deserto, numa das regiões mais quente do planeta, ilhas artificiais em forma de palmeiras, e em meio as novidades ainda circulam homens com suas roupas típicas montados em camelos. Tudo isso faz de Dubai uma maravilha do deserto, outros tantos projetos aguardam ansiosamente pelo início de suas obras, sugerindo que tudo está ao alcance de Dubai. Não se pode, no entanto afirmar que Dubai está ao alcance de todos.
Homens caminham nos jardins da Grande Mesquita de Dubai. A arquitetura do Oriente convive com edifícios ocidentais. Foto: Shawn Baldwin

Hotel na ilha Palm Jumeirah. Obra de 1,5 bilhão de dólares, tem 1.539 quartos. O complexo abriga ainda o maior parque aquático do Oriente Médio e um gigantesco aquário com 11 milhões de litros de água e 65 mil peixes. Foto: Brian Mc Morrow

O hotel Burj Al Arab, inaugurado em 1999, é um dos marcos de Dubai Foto: Rabih Moghrabi

A estrutura do hotel Burj Al Arab, inspirada na vela de um barco, é um símbolo da transformação urbana de Dubai. Foto: divulgação

Contraste urbano: camelos e arranha-céus. Foto: Brian Mc Morrow

Jardins, marinas, hotéis, clubes. As ilhas artificiais de Dubai modificaram a forma de árabes e turistas aproveitarem o mar. Foto: Brian Mc Morrow

Imagem de satélite mostra ilhas artificiais construídas nas praias de Dubai. A cidade é um canteiro de obras. Foto: divulgação


Comparação de imagens feitas em momentos diferentes: da esquerda Dubai no ano de 1991, do lado direito foto atual feita sobre a mesma avenida, a Sheikh Zayed com seus prédios futuristas.






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