Mostrando postagens com marcador COMPORTAMENTO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador COMPORTAMENTO. Mostrar todas as postagens

A beleza das maquiagens dos meninos rio Omo


No vale do Rio Omo, no sul da Etiópia, povos seminômades conduzem grandes rebanhos de gados em busca da melhor pastagem, pelas margens do rio. Estes povos que vivem em estrema pobreza mostraram sua beleza selvagem. As crianças dos Surma e Mursi (tribos do sul da Etiópia) vestiram suas mais belas “roupas”, e fizeram as mais criativas “maquiagens” para serem fotografados por Hans Silvéster, um fotógrafo alemão que com muito talento registrou imagens que impressionam pela beleza. Com lama do rio, frutas, pedra moída, flores, ramos e até urina de vacas, eles criam verdadeiras obras de arte nos seus corpos.
As vibrantes estampas têm que ser refeitas duas ou três vezes por dia, e em muitos casos funciona como um vocabulário entre eles. Além da decoração corporal e da expressão de cultura, as pinturas também tem uma finalidade prática, quando o ash é misturado na urina de vaca, para formar a base das “tintas” ele se transforma em um poderoso repelente natural. E assim, os povos daquela região, longe das técnicas dos grandes nomes da maquiagem, cria sua própria moda, e fazem muito mais que se simplesmente se ornamentar, eles mantêm seus ritos, suas tradições e sua autenticidade, como se pode constatar nas imagens de Hans.
A interação com a natureza é muito grande e ela fornece tudo, casa, comida, e roupa. A África é bela, e fica muito mais bonita com as incríveis maquiagens dos meninos do Rio Omo.






















As beldades do século XIX

Mal tinham inventado a fotografia e os nus já eram alvos das maravilhosas “engenhocas” desenvolvidas pelos inspirados fotógrafos e inventores do século XIX. Graças a eles, hoje podemos apreciar através de seus registros, a beleza de um tempo distante com a certeza de que suas fotografias mesmo a dois séculos da realidade digital é um registro de um momento real e histórico.



Os nus fotográficos, porém, teve seus antecessores, não é um comportamento que nasceu com a fotografia, apenas passaram a fazer parte das imagens feitas pela nova “tecnologia” aplicada na reprodução da realidade, deixando de ser exclusividade de artistas que com o pincel e tinta ou, martelo e talhadeira, reproduzia com grande talento a anatomia de suas musas inspiradoras. Das telas e esculturas para a técnica fotográfica revolucionária, chamada na época de “daguerreótipo” foi um “pulinho” só. E quanta diferença fez esse pulo! Hoje é possível apreciar a beleza “farturenta” das mulheres que tiraram suas roupas para a novidade que a elas foi apresentada, e apartir dessa observação constatar a importância da invenção e de uma atitude. As imagens revelam mais que curvas e formas femininas, elas mostram um tempo em que as mulheres a séculos dos bisturis dos famosos e ricos cirurgiões plásticos, e outros milagrosos produtos da “indústria da beleza”, se viam como tinham que ver. Longe das influências de uma indústria faminta, os nus que se espunham naquele tempo mostravam a beleza “livre”, e podia ser apreciada de forma ainda subjetiva, sem se preocupar com a medida exata especificada por um padrão.
Para Kant, gosto “é a faculdade de julgar o belo”, e sendo assim, todos que tinham acesso a estas imagens podia apreciá-las usando livremente sua faculdade para julgar a beleza a mostra. Claro que, qualquer imagem desperta a observação nos mais diferentes níveis, e se fala aqui, do único julgamento que permite um indivíduo a enxergar a beleza de verdade, o julgamento desinteressado, aquele que qualquer pessoa pode fazer da mesma forma, seja olhando um “nu” numa fotografia real, ou o mais ilusório e alussinante dos fractais.
Naquele tempo, nos primordios da fotografia o gosto enfluenciava o belo ou o belo enfluenciava o gosto? A resposta para tal questão requer uma longa e penosa viagem pelos oceanos remotos e bravíos da literatura filosófica, ou quem sabe, ainda está a depender de uma conecção de neurônios no cérebro de algum filósofo perdido no tempo. De fato mesmo, só as imagens que testemunham a atitude de beldades de décadas distantes, cujo os nomes se perderam com o passar dos anos. Essas belas e corajosas mulheres fizeram muito mais que se despir para os olhos do seu tempo, elas se despiram para os olhos da história.









Gansos na Net | by TNB ©2010 | Adaptações
  • Posts
  • Comments
  • Feeds